Dilermando Reis
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Biografia

Dilermando dos Santos Reis é um dos mais importantes e influentes violonistas brasileiros. Além de instrumentista foi compositor, arranjador e professor de violão. Nasceu em Guaratinguetá-SP em 22/09/1916 e faleceu em 02/01/1977 no Rio de Janeiro. Terceiro dos 15 filhos de Francisco Reis e Dona Benedita, Dilermando começou seus estudos de violão ainda na infância com o pai. Em 1931, aos 15 anos de idade, assistiu em sua cidade natal a um concerto de Levino da Conceição (1985-1955) - famoso violonista cego mato-grossense - que apresentou um repertório de composições próprias e músicas clássicas. No dia seguinte, ao ouvir Dilermando tocar, Levino ficou impressionado com a qualidade do jovem que já era considerado o melhor violonista de sua cidade e pediu aos pais do garoto permissão para que ele o acompanha-se em sua excussão, se comprometendo a ensinar técnicas violonísticas e encaminhá-lo a vida artística. Em depoimento ao Museu da Imagem e do Som (MIS/RJ), Dilermando conta como foram os primeiros meses do “duo” com Levino, que durou cerca de dois anos: “No começo, eu estudava com o Levino, e ele, nos primeiros recitais, não me apresentava como aluno. Mas logo depois de três meses ele fazia a primeira parte e deixava a segunda para eu fazer.” Em 1933, Dilermando chega ao Rio de Janeiro e logo começa a dar aulas em algumas lojas de instrumentos da época como Ao Bandolim de Ouro e, posteriormente em 1935, na Guitarra de Prata. A prática de manter professores nas lojas era bastante comum na época, pois ajudava a aumentar a clientela por perto. Sua trajetória no Rádio começa ainda em 1935 quando acompanhava cantores na Rádio Guanabara. Em 1936 foi contratado pela Rádio Transmissora onde estrelava um programa de violão-solo, novidade na época. Segundo Genésio Nogueira, autor do livro Dilermando Reis - Sua Majestade, O Violão (2000), Dilermando se tornou o violonista mais bem pago do Rio de Janeiro com o salário que ganhava na emissora. Em 1940 foi contratado pela Rádio Clube do Brasil onde apresentou, com sucesso, uma orquestra de violões (uma das primeiras que se tem noticia). Em 1956, mudaria de emissora mais uma vez, agora para a lendária Rádio Nacional onde ganha um programa próprio intitulado “Sua majestade, o Violão”, que ficou no ar até 1969. Além do trabalho no rádio Dilermando também gravou bastante, interpretando composições próprias e de outros compositores. Entre 1941 (data da gravação de seu primeiro disco Noite de lua/Magoado - Columbia) e 1975, o violonista gravou cerca de 35 discos de 78rpm e 25 Lp’s, perfazendo um total de quase 100 obras para violão. Apesar de tantas composições sua gravação mais famosa, curiosamente, foi Sons de Carrilhões de João Pernambuco lançada junto com Abismo de Rosas, de Américo Jacomino “Canhoto” em 1952. Esta segunda música daria nome, posteriormente, ao disco que talvez seja seu disco mais famoso, lançado 1961. Dentre os discos mais importantes estão Volta ao Mundo (1959), Melodias da Alvorada (1960), Junto a Teu Coração (1964), Gotas de Lágrimas (1965), Saudades de Ouro Preto (1968), Dilermando Reis interpreta Pixinguinha (1972), Homenagem a Ernesto Nazareth (1973) e o Concerto Nº 1 para violão e Orquestra (1970) - neste último Dilermando interpreta o concerto que o maestro Radamés Gnattali lhe dedicou. Morreu em janeiro de 1977 em decorrência de problemas cardíacos, não antes de transformar seu nome em sinônimo de violão, e vice-versa!

Discografia (intérprete e compositor) - gravações e lançamentos

78rpm (1940) Tudo tem o Brasil - Columbia [Carlos Barbosa] (1941) Noite de lua/Magoado - Columbia (1944) Dança chinesa/Adeus de Pai João - Continental (1945) Recordando/Saudade de um dia - Continental (1945) Minha saudade/Rapsódia infantil - Continental (1946) Noite de estrelas/Dedilhando - Continental (1946) Adelita/Grajaú - Continental (1948) Vê se te agrada/Dois destinos - Continental (1948) Araguaia - Continental (1949) Súplica/Tempo de criança - Continental (1949) Flor de aguapé/Doutor sabe tudo - Continental (1950) O que é que há - Continental [Waldir Azevedo] (1950) Alma sevilhana/Quando baila la muchacha - Continental (1951) Xodó da baiana/Promessa - Continental (1951) Cuidado com o velho/Vaidoso - Continental (1951) Sentimental/Bingo - Continental (1951) Indiferença - Odeon [Odete Amaral] (1951) Pela última vez - RCA Victor [Carlos Galhardo] (1951) Quando chega a saudade - Star [Avena de Castro] (1952) Sons de carrilhões/Abismo de rosas - Continental [João Pernambuco/Américo Jacomino “Canhoto”] (1952) Se ela perguntar - RCA Victor [Carlos Galhardo] (1953) Calanguinho/Penumbra - Continental (1953) Alma nortista/Interrogando - Continental (1954) Recordando a Malaguenha/Uma noite em Haifa - Continental (1954) Eu amo Paris/Fingimento - Continental (1955) Poema de Fibich/Barquei